Faz muito tempo que preciso detalhar a minha experiência em fazer um nú artístico.
Na realidade este ensaio ocorreu ano passado. Mas tantas coisas aconteceram neste meio tempo que simplesmente não tive tempo (e cabeça) para escrever.
O convite surgiu da Camila Fernandes, que me apresentou para a Nathalie Gingold. Eu não pensei duas vezes, logo usei de toda a minha cara de pau e me apresentei à Nathalie, me colocando a disposição para ser uma de suas modelos.
Por sorte (minha) ela aceitou na hora. O ensaio aconteceu na casa da Mila, cercada por outras “modelos” como a Cristina Lasaitis e ela própria.
Confesso que no início foi difícil vencer a barreira de tirar a roupa e saber que todas as minhas imperfeições ” (ou seriam as minhas encanações?) seriam vistas por milhares.
Mas com o passar do tempo (e algumas taças de vinho, rs) fui relaxando e deixando que as coisas acontecessem naturalmente.
Hoje, após meses deste dia e após a dura tarefa de escolher as melhores fotos, percebo que este ensaio mexeu muito comigo.
Me mostrou o que eu posso ser, o que eu posso fazer e o que eu tenho que vencer.
Não sou a garota da Playboy. Nem nunca serei. Eu sou a mãe, irmã, filha, sobrinha. A garota do caixa do supermercado, da fila do banco. A garota no ponto de ônibus, que cuida de si e de sua família. A garota que ama, chora, sofre, ri, come, peida, sente dor, sente tesão.
Sou todas as garotas do mundo e sou única. Porque acima de tudo, sou Mulher.
E se eu não sou o “padrão de qualidade mundial”, não me importo. Afinal os padrões mudam. Um dia ser Marilyn Monroe com seu corpo maravilhoso tamanho 46 foi o que havia de mais belo e sensual.
Foi? Acho que não, afinal quem ainda não se sente tentada a deixar a saia subir ao passar por cima da tubulação de ar da rua?




Que gata, belo ensaio! Põem mais fotos para admirarmos…
Jorge.
Quando o livro sair eu te aviso e você poderá comprar e admirar todas as fotos.